sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Am...


Aaaaaam...

Amar!
É estar perto de quem se gosta.
É cuidar.
É amar!
Aaaaaaam...

O Amor é...
quando ele acontece.
Quando parte do coração
sem perceber.
O Amor...
flui!
Livre
leve
solto
.
.
.

Não
tem
pressa... .. . .


Ammmmmmmmmmm...

Amor!

"Spectacle de la vie!"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O Doce Sabor da Mentira


A seguir uma matéria do UOL Tablóide que muito me interessou. "Toda a verdade sobre a mentira", contraditória, porém, fundamentada.
Diariamente recebemos informações por todos os lados: internet, rádio, televisão... mundos distintos capazes de se propagarem através de simples aparatos, aparelhos; indispensáveis a qualquer cidadão moderno.
Com tal facilidade a essa rede de novidades e entretenimento, estamos expostos a qualquer coisa. Da mesma forma que é possível ler um jornal online, com notícias do mundo, política, etc; podemos passar o tempo assistindo a videos bizarros de anonimatos em busca de fama, através do YouTube; ou seja, realidade e fantasia a disposição.
Mas o que venho a questionar não cabe a essa vastidão dos meios comunicativos. O assunto em pauta é a mentira.

"A mentira da sobrevivente de 11 de setembro
E está na Folha de S.Paulo (Ilustrada) de hoje:
"
Tania Head se tornou nos primeiros anos após o 11 de Setembro a mais célebre sobrevivente do ataque às Torres Gêmeas. Sua história de superação e perda -enquanto ela fugia, ferida, do 78º andar da torre sul, o noivo, David, morria na torre norte- chegou a milhares de pessoas no mundo todo.
Em pouco tempo, ela se tornou presidente da associação de sobreviventes. Chegou a ser recebida por políticos de primeira grandeza dos EUA. Só em 2006 a verdade veio à tona. Tania Head nunca existiu.
A mulher loira, baixinha e gordinha que causou tanta compaixão e admiração no país se chama, na verdade, Alicia Esteves Head. É espanhola e nem sequer estava em Nova York quando o World Trade Center foi destruído. A família do suposto noivo jamais ouvira falar dela. Os e-mails semanais que enviava a outros sobreviventes narrando a luta para livrar-se do trauma eram fantasia.
A saga de uma das mentiras mais bem contadas da última década será exibida hoje às 21h pelo canal pago GNT, na estreia do documentário 'A Impostora do 11/9'. Uma mistura de imagens de arquivo, entrevistas e depoimentos de sobreviventes (verdadeiros), o filme trabalha bem com elementos de tensão e emoção, e não só pela sensibilidade do tema ou pelos contos reais de heroísmo.
(...)
Mesmo depois de saber a verdade, muitos mantiveram dose de gratidão, como a sobrevivente Carrie Sullivan. 'Ela fez muitas coisas boas por nós. E é difícil descartar tudo isso', diz.
Tania colaborou de verdade. Não só doou dinheiro como transformou o grupo de sobreviventes em uma organização oficial. Obteve financiamento do governo. Conseguiu permissão para a primeira visita de sobreviventes ao marco zero, em 2003. Foi guia voluntária do local -os primeiros a ouvi-la foram o prefeito Michael Bloomberg e o ex-prefeito Rudolph Giuliani, durante inauguração do memorial pelas vítimas.
Alicia deixou os holofotes sem nunca se explicar. Como jamais lucrou financeiramente, seu comportamento nos EUA não foi criminoso. Acredita-se que ela tenha deixado o país."
(Falta de) conclusões do Editor do UOL Tabloide:
Por que as pessoas mentem, afinal?
Há mentiras que são boas?
O ser humano mente por natureza?
Você mente?
O título deste post é uma mentira - afinal, não existe verdade absoluta sobre a própria verdade, que dirá sobre a mentira. Ou melhor: o título deste post é uma liberdade poética, porque mentir é feio.
Mentir é feio? Se sim, por que você mente?"

Você mente?
Sim, isso não significa que seja um mentiroso.
Você mente, "epopeiza", conta vantagem?
Agora você é um idiota, mas desde que não diga mentiras sobre alguém, pode ser perdoado mas ainda vai ser um idiota e pior, as pessoas não confiarão em você.
Mente ou omite?
Às vezes não precisamos sair dizendo tudo, não é mesmo?
Aquela mentirinha bobinha, pra evitar uma situação constrangedora, tal mentirinha bobinha de algum acontecimento sem importância, que não mudará a vida de ninguém. Essas são metralhadas o tempo todo!
Grande mentira, gera polêmica, causa euforia. Mentira que vem para o bem, sem que haja proveito em cima disso, como o caso da falsa sobrevivente do 11 de Setembro, relatado acima.
Agora, a mentira em grau avançado ganha subdefinições, quando sua prática é intensa e vem a interferir na vida das pessoas, se acrescentam títulos: traição, corrupção, calúnia, "lavagem", "laranja". Esses títulos ao se juntarem, formam uma nova rede derivando a mentira em forma de instituições, que massificam sua mentirada em grupo, Partidos Políticos é o top dessa categoria.

O que está nos EUA, Europa, Ásia, ditam uma tendência de mundo, acontecimentos e mentiras que refletem paralelamente às nossas vidas. Do Planalto, já esperamos o próximo escândalo, estamos tão acostumados, que muitos nem se preocupam em "esquentar" com isso. Algo deve ser feito, só que diante do egoísmo a mentira permanecerá intacta, abstratamente um aparato, aparelho da humanidade.

A mentira é bela, é doce e sensível como fantasia... ganha forma, ganha vida, nos prende e nos conquista. Os sonhos que nos levam a buscar objetivos, correm risco de se perder na realidade. Enfrentar os desafios é duro, não são todos que têm determinação ou sorte de alcançá-los... A mentira é triste para os que a amam, se sufocam nela e seus pés são arrancados do chão, selvagem te prende pelo pescoço, e é preciso força para sair, antes que se perca os sentidos nesse rodamoinho.

Triste é aquele que mente.

Triste, é não ter uma solidez de valores e sentimentos verdadeiros, que libertam a mais pura felicidade.

Triste, é não ter uma vida estimulante, repleta de amor e alegrias.

Triste é ter que mentir.

Triste é mentir para si.

Triste é nem sequer se dar conta disso.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vacas (Parte I)


"São máquinas eficientes para a transforma-ção de erva em leite. E têm, se compara-das, com outros tipos de máquina, vantagens indiscutíveis. Por Exemplo: são auto-reprodutivas, e quando se tornam obsoletas, o seu "hardware" pode ser utilizado na forma de carne, couro e outros produtos consumíveis. Não poluem o ambiente, e , até seus refugos podem ser utilizados economicamente como dubos, como material de construção e como combustível. O seu manejo não é custoso e nao requer mão-de-obra altamente especializada. OSão sistemas estruturalmente muito complexos mas, funcionalmente, extremamente simples. Já que se auto-reproduzem, e já que, portanto, a sua construção se dá automaticamente sem necessidade de intervenção de engenheiros e desenhistas, esta complexidade estrutural é vantagem. São versáteis, já que podem ser utilizadas também como geradores de energia e como motores para veículos lentos. Embora tenham certas desvantagens funcionais (por exemplo: sua reprodução exige em si máquinas antieconômicas, "touros" e certos distúrbios funcionais exigem intervenção de especialistas universitários, de veterinários, caros), podem ser consideradas protótipos de máquinas do futuro, que serão projetadas por uma tecnologia avançada e informadas pela ecologia. Com efeito, podemos afirmar desde já que vacas são o triunfo de uma tecnologia que aponta o futuro.


Se considerarmoso seu "design", a nossa admiração pelo inventor da vaca ainda aumenta. Embora se trate de máquina altamente automatizada e controlada por computador instalado dentro da própria máquina (cérebro), e embora o seu funcionamento esteja garantido por sistema cibernético de equilíbrios elétricos e químicos altamente refinados, a forma externa da máquina é de simplicidade e economia de elementos surpreendentes e altamente satisfatórios esteticamente. A impressão que a vaca deixa é a de uma obra bem integrada em si e dentro do seu ambiente. O seu "designer" não se deixou influenciar por tais ou quais tendências estéticas da atualidade (embora possamos descobrir no desenho da vaca certos elementos barrocos indisfarçáveis, e embora seu desenhista traia a influência de certas tendências biologizantes di século passado), mas o "designer" seguiu intuição estética caracteristicamente sua. Por exemplo: a mobilidade elegante do rabo contrasta com a maciça imobilidade do resto da obra e cria tensão apenas sugerida por Cálder e seus seguidores. Mas o que impressiona mais no "design" da vaca é isto: a surpreendente gama de variações que o seu protótipo permite. O protótipo é fundamentalmente simples (tem sido elaborado, por exemplo, por Picasso nas Tauromaquias), mas tal simplicidade mesma permite um número grande de estereótipos diferenciados. Trata-se, no protótipo da vaca, de autêntica obra aberta. Há, entre os estereótipos diferenciados. Trata-se, no protótipo da vacam de autêntica obra aberta. Há, entre os estereótipos, os que se adaptam a mentalidades nacionais e até regionais (vaca suíça, holandesa, inglesa), os que se adaptam paisagisticamente (vacas dos Alpes, dos prados, das estepes), e até estereótipos baratos destinados aos povos subdesenvolvidos (zebu, vaca centro-africana)."
(Flusser, Vilem. Natural:mente - Vários acessos ao significado de natureza. Livraria Duas Cidades, 1979, SP)
Lindo!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sou assim? Assim sou?


Quero ser quem sou. Mas quem sou?

Sou serena, bela, delicada... Sou nervosa, rancorosa, agitada?

Quem sou eu mesma?

Aquilo que sei posso não saber, o que sinto posso não ter, o que faço posso não fazer e o que sou posso não ser... O que posso ser?

Abstrato em que me guio, assumindamente variável, transformando-se diante de situações. Não quero mais mudanças, quero apenas um só. Definição do meu caminho, passo-a-passo moldando minha estadia, polindo levemente meu caráter.

Sou assim? Assim sou? Apenas isso?

Não quero mais ser quem sou, este ser estatelado sobre dúvidas e questionamentos. Quero soluções, respostas sensatas... basta, dilúvio de pensamentos!

Vácuo... Vácuo...

Ócio... Vazio... Zero... Nada... NADAAA!!!

Recuso informações, instintivamente na selva, estimulada na estrada, atenta ao som... à luz... à sintonia da paisagem...

Comunicam-se com meu corpo, com minha mente, impossível obter o nada, a estaca zero é barrada frente aos estímulos que me ocorrem.

Quero dormir.

Os sonhos constroem suas sequências. Mas o que importa? Tão particular sua lógica, a essência mais pura e verdadeira. Sim, ali há quem sou! Quiçá o único memento...

O cerco me joga, penetra em minha pele, no ar que respiro, reflete a dor, a alegria. Constroe a idéia, permite a ação. O meio determina minha alma.

O meio. O senhor do meu ser...

O meio...

O senhor dos seres...

O céu, o sol, o mar, as estrelas, lua, flor, universo.

O granito, o muro, a parede, o concreto, a minhoca metálica, o chão impermeável...

São senhores dos seres...

Então, quem sou? Ou quem somos?

Servos do meio?

Servos do meio...

Únicos, do todo, sim somos únicos.

Enfim, sei. Do que sou, me restará muito, porém serei mais. E do que serei terei o que sou, assim se faz a estrutura de um ser, que sempre será e sempre se estruturará levando consigo o que é!

quinta-feira, 5 de março de 2009

BRENO: O HOMEM, O MILAGRE, A HISTÓRIA.



Outro avião decola no Aeroporto da cidade. Horários incertos; pessoas atrasadas, mais um quadro da sociedade. Não muito longe dali, havia quem sentia além, de uma maneira muito particular tudo o que pudesse vir a ser poluição sonora, para ele era um soar de liberdade. Uma incrível sensação tomava o seu ser, o som vibrante de cada decolagem despertava a visão de um novo mundo, onde os sentidos predominavam, o tato e a audição eram suas armas e ainda um sexto sentido o transformava em Rei, superando aquele que o submetia na realidade. Breno era seu nome, e a cegueira seu pesar de vida.
Quando criança adoeceu gravemente, contraiu uma doença rara que o deixara cego. Seus pais eram médicos e acreditavam na possibilidade de encontrar a cura dessa enfermidade, assim mantinham a esperança de fazer com que seu filho voltasse a enxergar. Em nome dessas experiências, Breno por horas era cobaia de um sonho ao qual não compartilhava realmente, não desejava enxergar, já conhecia o mundo de outra forma. Sua obsessão era o fato do homem poder voar, imaginar como algo tão grande pairava, passava dias lendo sobre aviação, modelos de aviões e história de grandes pilotos.
Sempre em busca de objetivos, aos vinte e cinco anos era membro de uma ONG, onde realizava trabalhos voluntários e incentivava outros cegos. Mostrava a eles que um deficiente visual era capaz de realizar inúmeras atividades e manter uma vida normal como qualquer outro, a ser reconhecido por seus feitos. Anos de estudo e dedicação fizeram com que o dom que possuía crescesse, Breno tornou-se capaz de identificar um avião pelo som emitido. Dotado dessa incrível habilidade, lançou-se em busca de um sonho: entrar para uma Companhia Aérea. Vinte anos mais tarde deu seu grito de vitória, com uma bagagem invejável de conquistas na luta pela sociedade, lançou um livro sem qualquer pretensão relatando suas pesquisas em suportes mecânicos e motores aéreos, porém, ao contrario do que imaginava fez muito sucesso. Em suas notas demonstrava um conhecimento aprofundado, meios alternativos de supervisionar motores de um avião baseados no barulho, o que era possível a partir de sua audição aguçada. Após vários testes e controvérsias foi finalmente aceito e se tornou Superintendente de Serviços Técnicos Aéreos, provando sua capacidade a todos.
Houve uma época em que começou a sentir-se estranho, como se vozes quisessem lhe dizer algo que ele não pudia ouvir, algo que somente o coração podia entender. O tempo foi passando e esse sentimento crescendo. Certo dia enquanto supervisionava alguns motores como de costume escutou um estrondo, foi à procura de ajuda, era barulho de uma explosão. Logo se deparou com um comissário que lhe informou que não ocorrera nada, não havia barulho algum. Inconformado continuava angustiado, logo chamou pela equipe de manutenção, e sem fazer idéia do que dizer, sabia que nenhum avião podia decolar naquele dia, sentia que algo muito grave estava para acontecer. Ninguém deu muita atenção, Breno já estava para tirar férias, andava trabalhando muito, todos achavam que estava estressado, não tinham motivos para se preocupar, tudo havia sido inspecionado.
E lá se vai mais um... Três minutos após a decolagem a sala de embarque presencia o descontrole do famoso Superintendente de Serviços Técnicos que era cego. Cinco minutos após a decolagem o Aeroporto escuta uma explosão...

“[...] Mais corpos foram encontrados nos destroços do Boeing 174. Já passa de 150 o número de mortes do maior acidente aéreo da história [...]”

E lá se vai mais um... Três minutos após a decolagem uma certa voz comunica Breno de que o avião iria explodir.
Ele corre pela sala de embarque para tentar evitar.
Cinco minutos após a decolagem, Breno, com olhos de uma criança vê uma explosão...

“[...] testemunhas relatam o milagre do Superintendente cego que teve a premonição da tragédia Boeing 174, e que passou a enxergar misteriosamente após o acidente [...]”

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Toda essa Matéria em um Mundo Consumista


"Todo dia é inventada uma nova máquina super-poderosa. Os antigos brinquedos de madeira nem são mais lembrados ao chegar o encomendado Playstation 2 que o papai comprou.
A mamãe na cozinha está entretida com o liquidificador que tritura, rala, espreme e é auto-lavável. Enquanto isso os amigos do papai chegam na casa para ver o carro novo da família; afinal foram comunicados através de seus BlackBerry. Poderiam estar juntos os três... mas não foi dessa vez."
Uma cena descrita, muito comum nos dias de hoje. As pessoas foram passo a passo sendo moldadas à ideologia "Mais barato, mais barato...", "Leve dois, pague um...". O materialismo se tornou a religião oficial de muita gente; e ainda mais que isso, as conversas entre amigos, o interesse ao se aproximar de alguém. O material sempre como objetivo do fim do mês.
Será que esse mundo palpável é tão mágico quanto a fantasia dos sonhos ? O desejo de subir no topo mais alto da montanha e levar consigo todas as lições e aprendizados do caminho?
O espírito pede mais que um pedaço de metal, barreira de concreto. O corpo pede vida, pede saúde; a mente pede conhecimento, cultura. Nós precisamos viver as pequenas coisas da vida, aproveitar não só o produto final e sim todas as emoções do processo, cada etapa com suas falhas e acertos, assim conquistar a vitória.
Não se pode deixar o tempo ir embora apreciando aquilo que não levaremos a lugar algum; afinal, morreu, fica tudo aí! O que realmente importa, os verdadeiros valores do ser humano; o amor, as amizades, as lembranças felizes ou tristes, tudo que faz parte da vida. Essas lembranças sim, permanecerão para sempre em nossos corações, por onde andarmos nada nem ninguém vão tirá-los nós. Serão eternos por toda Terra... talvez em outro mundo também. Talvez além até do que se espera após a morte... em uma outra dimensão.
PS: Um comentário muito interessante a respeito deste assunto em: http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo178.shtml
"O Poder e a Gaveta do Caixão" por Floriano Serra - Psicólogo, Diretor de Recursos Humanos e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica e presidente do IPAT -Instituto Paulista de Análise Transacional.

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Amante do que me faz sonhar... 19 anos, carioca "paulistana". Variados pensamentos, algumas idéias malucas que surgem do nada, ou coisas interessantes e engraçadas as quais fazem parte do cotidiano, coisas da vida, da mente. Da minha mente. Da mente da Ná! Multipensamentos... Multicoloridos... Multi... Multi... Multimeios!